
Amigos, o que eu posso dizer? Ouvi tanta gente afirmar que fui o senador mais corajoso e combativo da história do Congresso. Mas esse reconhecimento não se transformou nos votos necessários para a minha reeleição.
O próprio povo capixaba me tirou do campo de batalha. É difícil compreender isso. Reconheceram a importância da minha luta, mas me tiraram a possibilidade de continuá-la no Senado.
A minha preocupação agora vai além do meu mandato. Temos um presidente reeleito que continuará com muita força. Na minha avaliação, ele vai intensificar a perseguição à direita, com um STF totalmente de esquerda e aliado a Lula. Vejo pela frente uma perseguição ainda mais feroz contra as nossas liberdades.
Enquanto os votos estavam sendo contados, eu estava reunido online com representantes do governo americano. Conversávamos sobre possíveis sanções, incluindo a aplicação da Lei Magnitsky, quando ouvi deles uma frase muito importante:
“Nós fizemos o nosso dever de casa. Vocês, brasileiros, não fizeram o de vocês.”
Essa frase ficou na minha cabeça. Porque não adianta esperar que a solução venha de Washington se, aqui, não sustentamos com os nossos votos aqueles que escolhemos para enfrentar essas batalhas.
O meu mandato se encerra. Mas as consequências das escolhas feitas agora continuarão presentes na vida de todos nós. Na minha visão, serão mais quatro anos de tortura.
Lamentável.
Senador Marcos do Val