
Posts → @Fa1ryNight
Reconhecer problemas no próprio campo não significa esquecer e ignorar o comportamento de quem não confiamos.
É perfeitamente possível saber por que se está do lado de cá e, ainda assim, observar que determinadas atitudes de quem está do nosso lado são ruins, contraproducentes ou incoerentes com aquilo que diz defender.
Na verdade, é justamente essa capacidade que deveria nos permitir fazer críticas melhores.
Se uma afirmação é verdadeira, não se torna falsa porque o adversário gostou de ouvi-la.
Se um comportamento contribuiu para um resultado negativo na nossa visão precisamos ter coragem de examiná-lo.
Fato, escolha, forma, percepção e efeito são coisas que precisam ser observadas porque não são necessariamente a mesma coisa, e confundi-las só porque isso facilita a defesa de alguém não nos ajuda a compreender o que aconteceu.
É claro que uma eleição não se explica por uma publicação, uma briga ou uma pessoa. Existem eleitores, circunstâncias, estratégias, decisões e inúmeros fatores que precisam ser considerados antes de qualquer conclusão, mas n precisamos conhecer todas as causas de um resultado para reconhecer que certos comportamentos merecem ser revistos.
Um movimento precisa de coesão, não de zumbis incapazes de pensar, avaliar, discordar e, se necessário, corrigir a própria rota.
Pensar por conta própria ainda deve ser uma regra mesmo quando uma conclusão incomode alguém carimbado como importante.
Políticos precisam compreender a dimensão da responsabilidade que assumem, e não apenas o tamanho do espaço e quantidade de likes que conquistam.
Dizer que tem convicção não é prova de acerto, assim como acreditar muito em alguma coisa não torna ninguém imune ao erro.