
A história do Golden State Valkyries, campeão da WNBA, é acima de tudo, sobre inspiração e superação.
Golden State, uma marca de basquete tão popularizada pelo Warriors após anos difíceis no mercado, ganhou seu time na W há DOIS ANOS.
Sim, em 2025.
A franquia recém-criada chegou aos playoffs em seu 1º ano, o que já era insano, e foi campeã no 2º, o que é inimaginável.
Simplesmente, um acontecimento em termos de gestão, trabalho e em quem acreditou que era possível nesse curto período.
Pra vocês terem uma noção, indo para as grandes ligas masculinas.
O Milwaukee Bucks ganhou o título da NBA, três anos depois de entrar na liga, impulsionado pelo talento geracional, Kareem Abdul-Jabbar em 1970.
No beisebol, o Arizona Diamondbakcs levou quatro anos até vencer seu primeiro título em 2001.
O hóquei entrega o caso mais recente, com o Las Vegas Golden Knights sendo campeão, seis anos após sua criação.
Na NFL, há uma disputa entre o Baltimore Ravens que ganhou cinco anos após sua realocação, mas herdou técnico e jogadores do antigo Cleveland Browns… fora isso, o Miami Dolphins levou sete anos até vencer em 1972.
Em resumo, os Bucks talvez sejam o único time que conseguiu em quase tão pouco tempo, e foram impulsionados por um jogador que chegou a NBA com a cara de melhor da história.
A heroína central da história de Golden State, além da técnica Natalie Nakase, de Verônica Burton, Tiffany Hayes e tantas outras, é GABBY WILLIAMS.
Desacreditada, foi uma aposta de Joe Lacob (que veja só, prometeu o título em cinco anos e levou só dois)… pouquíssimos imaginavam que ela poderia ser o destaque central de uma campanha dessa contra as principais jogadoras da liga.
Acabou fazendo a série decisiva de mais pontos e roubos de bola da história da liga.
Marcou 28 de seus 30 pontos no 2º tempo de Golden State ontem, para garantir o título, incluindo uma bola histórica na reta final.
Os 30 como um todo, igualaram a maior marca já feita em um jogo de “vida ou morte” nas finais da W.
MVP das finais, All-Star, All-Defense.
Um ano, em que já tinha sido CAMPEÃ e DPOY da Euro League.
Sim, pelos salários mais baixos, muitas delas se dividem em múltiplas ligas.
No fim, é uma história fantástica.
De Williams, de Nakase, de Lacob, de Burton, de Hayes… do Valkyries.
Inspirador, uma das histórias dos últimos dois anos no ESPORTE!